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 Você sabe o que são os 16 dias de ativismo?

A Campanha dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra a Mulher foi lançada em 1991 pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (Center for Women´s Global Leadership – CWGL) com o objetivo de promover debates e reflexões sobre as diversas formas de opressão, discriminação e violação de direitos das mulheres. Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público.

Oficialmente a campanha vai de 25 de novembro, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher, a 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. No Brasil, a campanha incorporou o dia 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra) por entender que, historicamente no país, as mulheres negras tem suas vidas atravessadas por significativas violações de direitos.

E por que o dia 25 de Novembro é o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher?

Aprovada em 1999 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a data foi proposta pelo movimento latino-americano de mulheres. Trata-se de uma homenagem às irmãs Mirabal – Patria, Minerva e María – assassinadas pela ditadura de Rafael Trujillo, na República Dominicana, no dia 25 de novembro de 1960. O assassinato das irmãs Mirabal, conhecidas como Las Mariposas, em suas atividades políticas, causou grande revolta entre a população dominicana, que culminou com o assassinato de Trujillo em maio de 1961.

No 1º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, realizado em 1981, na cidade de Bogotá, Colômbia, a data do assassinato das irmãs Mirabal foi proposta pelas participantes como Dia Latino-americano e Caribenho de Luta contra a Violência à Mulher.

Em todo o Brasil, acontecem ações de mobilização, palestras, debates, eventos e encontros sobre o tema. Confira alguns:

– O Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro promove o Varanda Especial ITS ­- #AgoraÉQueSãoElas, com participação de Manoela Miklos, Alessandra Orofino e Gabriela Agustini para um debate sobre o movimento feminista que tomou conta das ruas e das redes nas últimas semanas. Na pauta, a repercussão da inciativa #meuprimeiroassedio, as manifestações contra o projeto de lei 5.069, que provocaram o debate na sociedade e ocuparam espaços públicos e privados, a presença feminina na mídia, na política e na tecnologia. Dia 26 de novembro, às 19h, no Flamengo (RJ): goo.gl/7HtOfI

– O coletivo À esquerda da praça convida todos para o debate "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher", com Dra. Renata Tavares (Defensora do Tribunal do Juri), Dra. Arlanza Rebello (Defensora pública – Coordenadora do núcleo de defesa da mulher) e a pesquisadora Corina Mendes (Instituto Fernandes Figueira). Com a participação da cantora Sandra Grengo na abertura. Na praça São Salvador, Flamengo (RJ), às 18h30 no dia 26: goo.gl/Uuli9F

– Carol Rossetti lança o livro "Mulheres" em Brasília, na Livraria Cultura Casapark Shopping Center (SGCV – Sul, lote 22 – Piso 2 – Loja 4), no dia 27, sexta-feira. Haverá bate papo sobre "Enfrentamento da violência através da arte" a partir das 19h.

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