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Uma das datas que integram os 21 Dias de Ativismo é o 1º de dezembro, Dia Internacional de Luta contra a AIDS. Regina Cohen do Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas, destaca a importância de relacionar a luta contra a AIDS com a busca pelo fim da violência contra as mulheres:

“É muito importante relacionar a luta das mulheres com HIV com os 21 dias de ativismo porque é nessa violência contra as mulheres que muitas delas são infectadas pelo vírus HIV. É com a violência doméstica, com a violência sexual que o próprio marido comete e pode contaminar a parceira. Com os estupros que acontecem nas ruas, onde tantas mulheres são violentadas. Além disso, depois de infectadas elas sofrem novos problemas: ficam revoltadas, não se aceitam, muitas vezes rejeitam o tratamento, e tudo isso piora o quadro delas. Sofrem maior discriminação por serem mulheres e portadoras do vírus”.
 
“O 1º de dezembro é fundamental para alertarmos mulheres e homens sobre essas questões e difundirmos, por exemplo, o preservativo feminino, que é uma alternativa quando o parceiro não quer usar a camisinha masculina”, explica Regina Cohen.
 
O Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas tem, desde a sua criação, em 2000, uma importante atuação na luta contra o preconceito e por melhorias na saúde para as pessoas vivendo com HIV/AIDS. Núcleos espalhados por todo o país realizam atividades de prevenção e promoção da Saúde (orientações, disponibilização de preservativos, palestras, capacitações em saúde etc.) e de participação e controle social (advocacy, incidência política etc.).
 
“Sabemos da importância de seguir com esse trabalho porque vemos o fortalecimento que o grupo possibilita a mulheres diversas de todo o Brasil. A cada vez que vemos uma mulher se fortalecer, assumir a sua sorologia, querer estudar, casar, ter filhos, é para nós uma ganho muito grande”, diz a ativista.
 
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