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O Instituto Patrícia Galvão disponibilizou no dia 5 de agosto o Dossiê Violência Contra as Mulheres, resultado do projeto “Por uma cobertura jornalística contextualizada, crítica e aprofundada sobre violência contra as mulheres e a aplicação da Lei Maria da Penha”, apoiado pelo Fundo Elas e pelo Instituto Avon através do Fundo Fale Sem Medo.
 
Fruto de uma pesquisa de fôlego que envolveu o mapeamento da cobertura sobre violência contra as mulheres na mídia, a sistematização de dados, o levantamento de fontes especializadas e pesquisas em órgãos governamentais e institutos privados, o Dossiê é uma iniciativa pioneira e fundamental para ampliar e aprofundar o debate a respeito da violência contra as mulheres e da aplicação da Lei Maria da Penha na mídia. 
 
Além de qualificar a cobertura do tema nos meios de comunicação tradicionais e nas redes sociais, o projeto tem também o objetivo de sensibilizar profissionais de comunicação sobre a realidade do problema.
 
Fontes confiáveis e informações precisas e acessíveis
 
No Dossiê, disponível online, profissionais de imprensa e ativistas digitais encontram um conteúdo multimídia diversificado, preciso, confiável e atualizado na forma de dados, fatos e pesquisas, além de indicações de fontes qualificadas de diversas áreas do conhecimento que atuam com o tema da violência contra as mulheres. As informações serão atualizadas constantemente, e  também serão acrescidos capítulos sobre outras dimensões da violência baseada em desigualdades de gênero.
 
Djamila Ribeiro, pesquisadora e colunista da Carta Capital, destaca o ineditismo e a relevância do projeto: “O dossiê é muito importante porque fornece informações úteis para jornalistas em geral e para nós, feministas que trabalhamos com blogs e mídias sociais. Agora temos um material confiável para passar para a população. E o mais interessante é que o dossiê contemplou a diversidade de mulheres, é uma pesquisa que não fala das mulheres no geral – afinal, quem são essas mulheres no geral? É preciso falar das mulheres em suas particularidades, das mulheres negras, lésbicas, trabalhar com a questão das interseccionalidades".
 
A pesquisa mostrou que, apesar da presença crescente da pauta no noticiário, a cobertura é repleta de estereótipos e se concentra em casos individualizados, sem contextualizar o problema ou discutir suas raízes culturais: “Percebemos que existem vários gargalos, alguns não conseguiremos resolver no curto prazo, mas existem também várias brechas em que é possível trabalhar o tema, e é aí que entra o Dossiê”, destaca a diretora de comunicação do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu.
 
"Muitas vezes os jornalistas dizem que não têm informações aprofundadas para abordar a violência contra as mulheres. O dossiê vem para acabar com essa desculpa. Ele fornece subsídios não só para que os jornalistas possam fazer matérias e desenvolver pautas para visibilizar o assunto mas também combater a lógica da opress&atil

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