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O Grupo Curumim, uma organização feminista e antirracista, acaba de completar 32 anos de fortalecimento da cidadania das mulheres, em todas as fases de sua vida. Um dos programas do Grupo Curumim é o Cunhatã, que que significa adolescente em Tupi Guarani. Com o apoio da IWHC e IPPFRHO, o programa desenvolve ações educativas e um trabalho de formação política continuada dirigido a adolescentes e jovens para o exercício da cidadania. Elas entram no programa ainda meninas e seguem adolescentes, como porta-vozes das suas próprias causas. Com a chegada da pandemia e a suspensão das aulas presenciais, veio a pergunta: Como dar continuidade ao processo formativo? A primeira ideia foi seguir com vídeo-aulas. Mas o cenário era bem mais complexo: 60% das meninas não tinham celular e as que tinham, o aparelho apresentava algum problema. Muitas delas usavam o celular de algum familiar, que na maior parte das vezes era o único aparelho da família. Iniciaram então uma campanha de arrecadação de recursos para compra de celulares e pedidos de doação de celular, que contou com o engajamento de muitas outras organizações feministas de Pernambuco.  Vencida a primeira batalha do acesso aos celulares, mais um desafio! Como fazer para garantir o acesso à internet? Um único vídeo enviado para elas acabava com os créditos dos dados móveis de internet. Essas meninas não poderiam ser excluídas do processo de formação por não terem recursos. O programa Cunhatã foi em busca de novos apoios para a internet e para plataformas que consumissem menos dados. Buscar recursos e reduzir os custos ao mesmo tempo. Venceram! O programa Cunhatã passou a ensinar a utilizar os recursos. Agora, em 2021, são as jovens que aprenderam que ensinam as novas jovens que entram para o programa. Resiliência, é a palavra para esses complexos tempos.
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