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A Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, ao lado de diversas outras organizações e movimentos sociais, lançou em dezembro a campanha #CaveirãoNão, contra as práticas violentas em operações policiais nas favelas.

Organizada por movimentos sociais, mães e familiares de vítimas de violência policial, movimentos de favelas, organizações de direitos humanos e ativistas, a campanha incluiu o encaminhamento de uma carta ao Ministério Público Estadual convocando-o a “cumprir o seu dever constitucional, realizando o efetivo controle externo da atividade policial, de modo a coibir as práticas violentas em operações policiais nas favelas”. 
 
Como informa a carta, de janeiro a outubro de 2017 os números de homicídios cometidos pelas polícias do Estado do Rio de Janeiro chegaram a 910 mortos, numa média de três mortos em operações policiais por dia. As organizações exigem eficiência por parte do MP para inibir novas operações violentas, com uso dos caveirões aéreos e terrestres, bem como para promover a investigação de violações de direitos perpetrados por agentes do Estado contra a população negra, pobre e favelada.
 
Algumas das organizações que assinam a carta ao lado da Rede de Comunidades e Movimentos Contra Violência são Justiça Global, Ibase, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Criola, etc.
 
 
A atividade integra o projeto Mulheres negras na luta contra o genocídio, que a Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência desenvolve com apoio do Fundo ELAS através do edital Building Movements – Feminismos Contemporâneos, resultado de uma grande aliança em defesa dos direitos das mulheres entre British Council, ONU Mulheres, Open Society Foundations, OAK Foundation, Global Fund for Women e Fundo ELAS.
 
O projeto visa fortalecer o movimento de mães de vítimas da violência letal da polícia, promovendo sua mobilização política e articulando atos públicos no Rio de Janeiro e em Salvador, além do III Encontro Nacional de Mães e Familiares de Vítimas do Estado.
 
 
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